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Transparência e ética nas aplicações dos recursos
11 de julho de 2016
Transparência e ética nas aplicações dos recursos
Estudos mostram a relevância do profissional contábil à frente dos objetivos do desenvolvimento sustentável proposto pela ONU

A disparidade socioeconômica existente entre as cidades, estados e países é fomentada pela máquina da corrupção que impera na esfera pública e privada. Lava Jato, Publicano, Zelotes são apenas algumas das operações investigadas pela Polícia Federal e que ganharam grande repercussão nos últimos anos. Todas elas apontam descontrole nos gastos e desvios de recursos que deveriam ter sido investidos no bem estar da população. 
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região (Sescap-Ldr) é preciso mais transparência e ética nas gestões. "O controle das finanças e prestações de contas precisa ser impecável e eficiente, e o setor público funcionar realmente como uma empresa séria, implementando controles de gestão eficazes". 
Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um documento com os objetivos do desenvolvimento sustentável destacando os esforços da humanidade para os próximos 15 anos. A proposta é trabalhar de forma equilibrada para gerir uma sociedade mais justa, economicamente viável e ambientalmente correta, com ações focadas e coerentes. 
De acordo com a Federação Internacional de Contadores (IFAC), "o desenvolvimento sustentável não é um estado fixo de harmonia, mas sim um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional são feitas de acordo com o futuro, bem como as necessidades do presente". 
"À primeira vista tudo parece uma utopia generalizada, mas com uma visão bem realista para os últimos acontecimentos políticos em nosso País, percebemos a importância da classe contábil, estados, municípios, entidades do terceiro setor, empresas públicas e privadas possuam fluxo de informações e recursos mais robustos, aumentando a atração de investimentos e reduzindo a possibilidade de desvios de recursos. Dados e informações contábeis levados a conhecimento público fazem com que a população cobre a correta destinação e aplicação desses recursos", ressalta o presidente do Sescap-Ldr. 
Levantamento 
Estudos mostram que categorias profissionais podem contribuir positivamente para que essas metas sejam alcançadas. Um levantamento recente realizado pela IFAC apontou que a profissão contábil contribui com valor agregado de US$ 575 bilhões anuais para a economia global. Sem dúvida, é um fator relevante e considerável, afinal a contabilidade contribui com informações claras e transparentes, permitindo aos administradores identificarem falhas em procedimentos. 
"Os contabilistas têm um papel de liderança a desempenhar na incorporação de fatores de sustentabilidade nos processos de estratégia e tomada de decisões de uma organização para alcançar a criação de valor sustentável e ser mais transparente e informativa sobre a forma como o valor é criado para as partes interessadas", explica a IFAC. 
Nota-se que o papel da contabilidade aplicada ao setor público é fundamental no controle de políticas públicas. Segundo o presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina, Fábio Cavazotti, os profissionais contábeis e o apoio do Sescap-Ldr são importantes no dia a dia do observatório, pois ajudam avaliar com objetividade o bom uso do recurso público. "Fiscalizamos e propomos melhorias na aplicação dos recursos. Desde a criação do Observatório, há 7 anos, mais de R$ 150 milhões em editais foram cancelados em Londrina", comenta Cavazotti. 
"O motivo de todas as atrocidades cometidas contra empresas públicas está diretamente ligada a capacidade de seus dirigentes. Lamentavelmente nas empresas públicas a politicagem se sobrepõe a ética e ao profissionalismo, onde são escolhidos apadrinhados e não técnicos. Se nas funções chaves das empresas públicas trabalhassem profissionais da contabilidade, muito do que aconteceu de forma desastrosa, não teria acontecido", explica o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), Marcos Rigoni.

Postado originalmente aqui

Fonte: Sescap-Ldr